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    Infraestrutura

    Nova regulação de cibersegurança no setor financeiro: o que muda em 2026?

    Com a publicação da Resolução CMN 5.274/2025 e da BCB 538/2025, o Banco Central elevou o patamar de exigência em cibersegurança no Sistema Financeiro Nacional. O que antes figurava como boa prática agora passa a integrar o campo das obrigações auditáveis, com impacto na arquitetura de TI e na governança das instituições.

    Para bancos, fintechs, corretoras e instituições de pagamento, a virada regulatória tem efeito direto na arquitetura de TI, na governança e na forma como os riscos são tratados. Através desta mudança, o questionamento que mais se impõe para gestores em todo o Brasil é a seguinte: a estrutura atual da sua empresa sustenta um nível de exigência que agora precisa ser comprovado, evidenciado e auditável?

    O que a nova regulação de cibersegurança exige na prática?

    A nova regulação de cibersegurança Banco Central exige que as instituições comprovem a efetividade dos controles implementados. Por isso, não basta possuir políticas documentadas, é preciso evidência operacional.

    Exigência regulatória O que significa na prática
    Arquitetura segura e segregação Separação clara entre ambientes críticos, produtivos e de testes, com controles de acesso definidos
    Criptografia de dados Proteção de dados em repouso e em trânsito, com gestão estruturada de chaves
    Monitoramento contínuo de segurança Visibilidade 24×7, correlação de eventos e capacidade estruturada de resposta
    Controles de prevenção e detecção IDS/IPS, EDR, SIEM e mecanismos ativos de identificação de ameaças
    Rastreabilidade e trilhas de auditoria Registro detalhado de acessos e ações administrativas, com retenção adequada

    O compliance cibernético passa a ser avaliado por maturidade, rastreabilidade e capacidade real de resposta.

    Os quatro pilares que mais impactam as instituições financeiras

    Podemos dizer que cibersegurança no setor financeiro entrou em uma nova fase. As normas introduzem um pacote de mudanças estruturais que transformam operação e governança de forma integrada.

    1. Ambientes críticos: PIX, STR e RSFN

    Como os sistemas de PIX, STR e RSFN sustentam a infraestrutura de pagamentos do país, a nova regulação estabelece nível máximo de rigor para esses ambientes.

    Passam a ser exigidos:

    • Isolamento lógico e, quando aplicável, físico
    • Segregação clara entre ambientes produtivos e de testes
    • Monitoramento contínuo de segurança com visibilidade integral
    • Avaliações periódicas de vulnerabilidade
    • Capacidade estruturada de resposta a incidentes

    A resiliência desses sistemas deixa de ser atributo técnico e passa a integrar os indicadores de maturidade operacional perante o regulador.

    2. Gestão de terceiros e contratos com fornecedores críticos

    A gestão de terceiros com cibersegurança virou tema central. A responsabilidade das instituições se estende aos parceiros que operam partes críticas da infraestrutura.

    Provedores de cloud, SOC terceirizado, soluções antifraude, mensageria e tecnologia de pagamento entram no radar regulatório. 

    Falhas de terceiros passam a representar risco direto para a instituição supervisionada. O risco compartilhado torna-se risco institucional.

    Agora, os contratos precisam contemplar:

    • Requisitos claros de segurança da informação
    • Critérios mínimos de configuração e proteção
    • Rastreabilidade de atividades
    • Planos de continuidade operacional
    • Evidências de conformidade

    3. Governança de acessos privilegiados

    A auditoria sobre acessos críticos também recebeu maior peso. A nova norma torna obrigatória a autenticação multifator para acessos sensíveis e exige controles rigorosos de credenciais.

    Entre os pontos centrais estão:

    • Gestão estruturada de acessos privilegiados
    • Segregação de funções
    • Monitoramento contínuo de acessos administrativos
    • Rastreabilidade e trilhas de auditoria

    Esse pilar exige disciplina interna, maturidade de processos e alinhamento entre tecnologia, risco e compliance.

    4. Postura proativa e inteligência cibernética

    A regulação avança ao tornar explícita a necessidade de atuação antecipatória. A obrigatoriedade de testes de intrusão obrigatórios e avaliações periódicas de vulnerabilidade formaliza um ciclo contínuo de validação de controles.

    A segurança deixa de ser reativa: antecipar riscos passa a integrar o modelo operacional exigido pelo Banco Central.

    Além disso, ganha espaço a inteligência cibernética:

    • Monitoramento de Deep e Dark Web
    • Identificação de credenciais expostas
    • Mapeamento de grupos de fraude
    • Análise de sinais de ataques direcionados

    Leia também:

    Como a Teletex apoia instituições na adequação e maturidade de segurança?

    Diante das novas exigências regulatórias, políticas bem escritas e documentadas não são mais o suficiente.  Como vimos, o regulador exige evidência, rastreabilidade e capacidade real de resposta. Instituições que se antecipam reduzem exposição e fortalecem sua posição competitiva.

    As soluções de cibersegurança da Teletex atuam como parceiras estratégicas nesse processo de evolução prática e auditável, conectando tecnologia, inteligência e execução operacional, trabalhando em todas direções

    • SOC 24×7 com monitoramento contínuo, sustentando vigilância permanente e resposta rápida a incidentes
    • SOC Analytics com visibilidade e relatórios estruturados, transformando dados em evidências para auditorias e tomada de decisão
    • Capacidade de analisar e tratar ameaças, com atuação efetiva na contenção e remediação de incidentes
    • Evolução estruturada da segurança, alinhando governança, risco, conformidade e maturidade operacional

    Fale com os especialistas da Teletex e estruture sua jornada de conformidade com segurança, clareza e visão de futuro.