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O que são as Smart Cities e como elas dependem do uso de dados

28 de novembro de 2019
O que são as Smart Cities e como elas dependem do uso de dados

A Smart City, ou cidade inteligente, é um conceito que engloba o uso estratégico de infraestrutura, comunicação, planejamento e gestão urbana para acelerar o desenvolvimento e melhorar o bem-estar nas cidades.

Nesse conceito, pessoas interagem e utilizam os mesmos recursos tecnológicos, garantindo uma melhor qualidade de vida e o desenvolvimento econômico de todos. Além disso, o próprio fluxo de serviços dessas cidades se vale estrategicamente da infraestrutura desses recursos tecnológicos, bem como das informações dos cidadãos para suprir as necessidades da sociedade.

Assim, para que as Smart Cities funcionem de maneira efetiva, tecnologias como internet das coisas, inteligência artificial, aplicativos mobile, computação na nuvem e muitas outras são usadas para facilitar a vida dos cidadãos. Ou seja, a tecnologia é essencial.

Como exemplo, podemos citar os seguintes recursos que auxiliam as Smart Cities:

  • Câmeras de vídeo para detectar condições de trânsito e reprogramar os semáforos de ruas e avenidas automaticamente, sempre que necessário.
  • Sensores climáticos para verificar a qualidade do ar.
  • Sistema de iluminação inteligente para reduzir custos e melhorar a eficiência da iluminação pública.
  • Sistema de micro-purificação que reaproveita a água em quase 100%.
  • Gestão de resíduos que conta com um sistema pneumático, eliminando a necessidade da coleta de lixo.
  • Redes hidráulicas controladas remotamente.

Atualmente, cada Smart City possui as suas características individuais, mas todas elas têm o objetivo de prover aos seus cidadãos uma relação mais sustentável, inteligente e barata.

Buenos Aires, por exemplo, melhorou a mobilidade urbana e reduziu as emissões de dióxido de carbono. Também investiu em aplicativos que permitiram a seus funcionários informar rapidamente os cidadãos a respeito de quaisquer problemas na estrutura da cidade.

Curitiba é a cidade modelo brasileira, sendo o destaque do país em relação à mobilidade e urbanismo. Atualmente, conta com mais de 100 semáforos especiais com sensores para cartões magnéticos que podem ser usados por pessoas idosas ou com necessidades especiais, facilitando a sua travessia pelas ruas e avenidas.

Dados: são essenciais nas Cidades Inteligentes

Como é possível perceber, o conceito de Smart Cities está totalmente ligado ao uso de dados, uma vez que eles são a base para muitas dessas tecnologias e para o desenvolvimento de soluções adequadas à realidade de cada cidade. Muitos dos modelos de soluções para Smart Cities envolvem o uso de dados pessoais, tais como:

  • Uso de plataformas online para prestação de serviços públicos.
  • Crescimento do uso de câmeras, reconhecimento facial e outras tecnologias para aumentar a segurança pública.
  • Uso inteligente de informações médicas de uma população para criar melhores projetos de saúde pública.
  • Uso de informações de tráfego, horários de saída e chegada e posições dos veículos para melhorar o trânsito e a logística.

Esse cenário intensifica a geração e a administração de dados por objetos conectados para melhorar a administração da cidade. No entanto, há de se considerar alguns aspectos em relação à segurança da informação para que não haja problemas em relação aos dados dos cidadãos.

Um desses aspectos é a adoção de padrões de sistemas que minimizem a coleta e o uso de dados pessoais e que possuam recursos de segurança da informação. Outro é regulamentação de normas a respeito da privacidade de dados pessoais que estejam relacionados ao uso de serviços das Smart Cities.

Dessa forma, fica evidente que a LGPD, que entrará em vigor em dezembro do ano que vem tem tudo a ver com as Smart Cities, já que essas cidades vão lidar efetivamente com os dados da sua população.

A LGPD e o futuro das Smart Cities

As soluções de Smart Cities passam tanto pelos órgãos governamentais quanto por empresas privadas que querem oferecer soluções para a qualidade de vida nas áreas urbanas. Qualquer empresa que queira ter futuro nas Smart Cities, deverá priorizar o cumprimento da LGPD desde o início do projeto.

Desde a concepção, as soluções de Smart Cities devem ser estruturadas para tratar o mínimo de dados necessário e, sempre que possível, garantir que os donos deles permaneçam anônimos. As pessoas devem ser informadas sobre o que é feito com seus dados e ter a opção de cancelar a autorização de uso a qualquer momento.

A LGPD não deve ser vista como uma barreira, mas como um pré-requisito para o avanço das Smart Cities. Ao estarem seguros de que seus dados são tratados de forma responsável e transparentes, os cidadãos se sentirão mais confortáveis em embarcar na tecnologia e contribuir para a melhoria das soluções.

Portanto, se você tem qualquer projeto que demanda o uso de dados, não avance antes de ter certeza que ele está 100% alinhado com as exigências da LGPD. Mesmo que essa lei entre em vigor apenas em dezembro de 2020, é necessário que nos preparemos desde já! Entre em contato conosco e saiba mais sobre o assunto.

Augusto Ziomkowski  – Diretor de Engenharia